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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Oui, mon ami je suis ivre. Mais pas seulement de jus de la treille. Je suis ivre aussi d'amour."

por Giovanni Papini em Passado Remoto

sábado, 31 de outubro de 2009

Questões essenciais e outros affairs (ou) A utilidade dos parasitas

"A larva da mosca doméstica é muito útil na medicina legal e na pesca. O estado de desenvolvimento da larva pode ajudar na determinação do tempo decorrido desde a morte de uma pessoa.

Uma vez que a larva só se alimenta de carne morta, surgiram experiências, em ambiente controlado, para introduzir a larva em feridas, eliminando a carne putrefacta, evitando a gangrena."

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosca_doméstica


Portanto, o trabalho de EUS é perfeito. Todos temos uma utilidade!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Duas ou três coisas que ficaram por dizer...de Giovanni Papini, no livro Gog

"(...) Um arquitecto já não pode conceber um templo ou um palácio isoladamente para o enxertar num complexo antiquado, mas sim uma massa compacta de construções, inspirada num conceito unitário e revolucionário. (...) concebe um poeta moderno querendo introduzir um verso seu no meio de um canto da Moda, ou numa cena de invenção mum acto de Shakespeare? Contudo, o que se pede aos arquitectos modernos e que eles velhacamente realizam é um absurdo do género."

Desaparecida durante dias...e tudo por causa de uma nave EXTRATERRÁQUIA

Deixamos que o espaço-tempo se nos esvaia por entre os dedos como água salgada.

sábado, 24 de outubro de 2009

nada é meu...

"O maior problema do Homem, como das nações, é a independência. Pode ser resolvido?
O que possuo parece meu, mas sou sempre possuído pelo que tenho. A única propriedade indiscutível devia ser o Eu, e, contudo, vendo bem, onde está o resíduo absoluto que não depende de ninguém?
Outros participam, ausentes ou presentes, da nossa vida interior e exterior. Não há forma de se salvar. Mesmo na solidão perfeita, sinto-me, com espanto, átomo de um monte, célula de uma colónia, gota de um mar. Há no meu espírito e na minha carne, a herança dos mortos; o meu pensamento é devedor dos defuntos e dos vivos; a minha conduta é guiada, mesmo contra a minha vontade, por seres que não conheço e que desprezo.
Tudo o que sei aprendi dos outros. Qualquer coisa que adquira é obra de outros, e - que importa que a tenha pago? - sem o operário, sem o artesão, sem o artista, estaria mais nu do que Caliban ou Robinson. Se quero deslocar-me, tenho necessidade de máquinas não fabricadas por mim.
Vejo-me obrigado a falar uma língua que não inventei; e os que vieram antes impõem-me, sem que me aperceba, os seus gostos, os seus sentimentos, os seus preconceitos.
Se desmonto o meu Eu peça a peça, encontro sempre fragmentos que procedem de fora; podia apor, em cada um, uma etiqueta de origem: Isto é de minha mãe, isto do meu primeiro amigo, isto de Emerson, isto de Rousseau, isto de Stirner. Se realizo a fundo o inventário das apropriações, o Eu converte-se numa forma vazia, numa palavra sem sentido próprio.
Pertenço a uma classe, a um povo, a uma raça; não consigo evadir-me, faça o que fizer, de certos limites que não foram traçados por mim. Cada ideia é um eco; cada acto um plágio. Posso tirar os homens da minha presença, mas uma grande parte deles continuará vivendo, invisível, na minha solidão.
Se tenho criados, devo suportá-los e obedecer-lhes; se tenho amigos, tolerá-los e servi-los; e os valores querem ser guardados, cultivados, protegidos, defendidos. Poder equivale a escravidão. Nada, na realidade, me pertence. As poucas alegrias que desfruto devo-as à inspiração e ao trabalho de homens que já não existem ou que nunca vi. Sei o que recebi, mas ignoro quem mo deu. (...)
Onde está, pois, o núcleo profundo e autónomo de que nenhum outro participa, que não foi gerado por nenhum outro e que se possa verdadeiramente chamar meu? Serei, na realidade, um coágulo de dívidas, a molécula escrava de um corpo gigantesco? E a única coisa que acreditamos verdadeiramente nossa - o Eu - talvez seja, como tudo o mais, um simples reflexo, uma alucinação do orgulho."

in Gog, Geovanni Papini, Eredi por Geovanni Papini,Lisboa, Novembro 2007,pp.100-101

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Está chuva lá fora, eucalipto cá dentro.







Saudades dos dias de sol no bosque, nesta manhã chuvosa.

sábado, 17 de outubro de 2009

Cinema at home : AMerIcan Psycho



Well, he was probably a closet homosexual who did a lot of cocaine. That whole Yale thing

terça-feira, 13 de outubro de 2009

I tal o Calvino...

"Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual é a pedra que sustém a ponte? - pergunta Kublai Kan.
- A ponte não é sustida por esta ou por aquela pedra - responde Marco, - mas sim pela linha do arco que elas formam.
Kublai Kan permanece silencioso, reflectindo. Depois acrescenta: - Porque me falas de pedras? É só o arco que me importa.
Polo responde: - Sem pedras não há arco"

Isto vem a propósito de algo que tenho ouvido por aí, a importância está na viagem e não no destino.

domingo, 11 de outubro de 2009